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Com comandos de voz e capacidade de fazer operações à distância, chatbots concentram esforços de empresas do agronegócio brasileiro. Novidades foram apresentadas na Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, em Ribeirão Preto. Agrishow 2024: veja aplicações de inteligência artificial que são destaque na feira
“Olá, ligar o pivô”. Há quilômetros de distância, com um comando de voz pelo celular, é possível mudar a angulação de um equipamento e a área a ser irrigada em uma propriedade rural, de maneira instantânea. Isso, graças ao “Rudolf”, assistente virtual da Irricontrol, divisão tecnológica da Bauer do Brasil.
Empresas como essa apresentaram na 29ª edição da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país em Ribeirão Preto (SP), soluções que, muito além das máquinas que ajudam a otimizar irrigação, fertilização e controle de pragas, têm nome próprio e funções estratégicas, tudo para tornar a atividade agrícola mais ágil e intuitiva.
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No perfil do WhatsApp, ele aparece barbudo, sorridente e tranquilo, mas não se engane. O Rudolf é capaz de salvar uma plantação de problemas hídricos, e rapidamente. O assistente é integrado a uma plataforma de mapeamento via satélite que monitora, em tempo real, toda a atividade dos pivôs responsáveis pela irrigação, além de tirar dúvidas gerais.
Ao notar qualquer anomalia na tela, o proprietário só precisa recorrer ao chatbot para dar as instruções certas.
“Você consegue perguntar para o Rudolf onde o pivô está, quando ele vai parar, qual o status atual, se tem energia ou não. Você pode mandar comandos para ele ligar e parar em uma certa posição. Você consegue mandar mensagem para o programar para operar em um dia específico, parar em um horário específico, então todas as programações é possível fazer através do Rudolf”, explica Helton Franco, diretor de vendas da Irricontrol.
À esquerda, o Rudolf, AI da Irricontrol. À direita, a Fer, chatbot da Mosaic Fertilizantes
Rodolfo Tiengo/g1; Divulgação/Mosaic
Segundo ele, além de otimizar o tempo dos operários, que não precisam se deslocar até o pivô para resolver problemas pontuais, a tecnologia resulta em uma economia de 30% de água nas fazendas.
“Esse operador, em vez de ficar indo lá no centro apertando o botão, que é uma ação que não gera muito valor, vai cuidar mais da manutenção do equipamento. A gente otimiza todo o processo dentro da fazenda”.
Além disso, o sistema, que deve ser validado e colocado no mercado até o fim do ano, garante mais segurança contra furtos.
“Hoje é muito comum ter furtos no campo. Quando a gente consegue proteger as casas de bombas, proteger os pivôs, se algum furto acontecer é disparado um alarme em tempo real, em cerca de 1 minuto o proprietário da fazenda já é acionado, então a gente saiu só da automação e está indo para segurança, para a energia, monitorando a energia dos equipamentos, monitorando a questão da gestão hídrica”, diz.
Solix, robô da Solinftec, tem integração com um chatbot chamado Alice
Divulgação/ Solinftec
Pulverização, controle de pragas e uso de fertilizantes
Na Solinftec, o chatbot também tem nome. A Alice (com a pronúncia do nome em inglês) é a assistente virtual que ajuda a controlar o Solix, robô de última geração voltado para o agro que faz aplicação seletiva de herbicidas, além de um monitoramento completo, com câmeras inteligentes, que detectam pragas, mais tarde combatidas por meio de um feixe de luz, sem uso de produtos químicos.
Basta dizer o nome dela e perguntar, por exemplo, qual foi o plantio de milho em uma determinada área ou período, em que condições de solo isso aconteceu e qual foi o desempenho do cultivo.
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“Você tem uma inteligência artificial que faz toda essa parametrização do robô, lê todos os dados das máquinas da operação e tem a capacidade de começar a falar para você: ‘olha, você plantou atrasado, seu clima não ajudou, eu passei com o robô e apliquei tantas plantas daninhas, vi tantas plantas doentes'”, exemplifica Bruno Pavão, chefe de operações robóticas da Solinftec.
Assim como na irrigação e na pulverização, a informação e a decisão certas fazem diferença na aplicação de fertilizantes, e, para isso, você pode chamar a “Fer” pelo WhatsApp. A assistente virtual da Mosaic é conhecida pela precisão de dados estratégicos para o produtor.
Com o comando correto, é possível saber a quantidade correta de nutrientes, qual é o período ideal de semeadura, previsão de chuvas e a relação entre investimento e retorno financeiro para determinada cultura.
Plataforma da Irricontrol monitora sistemas de irrigação à distância e faz uso de IA para corrigir falhas
Divulgação/ Irricontrol
Aplicações que só tendem a se expandir, já que a Fer é um sistema de inteligência artificial generativa, segundo o gerente de marketing Samuel Bortolin.
“Em cada resposta que o produtor dá, em cada informação que nós como marketing e comercial incorporamos nessa ferramenta, ela aprende mais”, diz.
Desde outubro de 2023, quando a tecnologia foi lançada, 25 mil respostas já foram enviadas a produtores rurais, estima a empresa. As funções são gratuitas dentro da assistente, que também oferece um catálogo de produtos da Mosaic.
“O principal objetivo da Fer é apoiar a jornada dos produtores rurais, principalmente para tomada de decisão. Ela tira uma série de dúvidas e cada vez ela tira mais dúvidas que ajudam o produtor a ter informação de forma rápida, precisa e direta”, afirma Bortolin.
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