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A moeda norte-americana caiu 0,68%, cotada a R$ 4,9608. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou com uma queda de 0,15%, aos 128.026 pontos. Cédulas de dólar
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O dólar fechou a sessão desta sexta-feira (9) em queda, em um dia de agenda esvaziada às vésperas do feriado de Carnaval.
No exterior, também sem grandes indicadores, o foco ficou na revisão de dados de inflação dos Estados Unidos, com investidores de olho nas perspectivas para os juros norte-americanos.
O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores, fechou em queda, após passar boa parte do dia oscilando entre altas e baixas.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar recuou 0,68%, cotada a R$ 4,9608. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,15% na semana;
ganho de 0,48% no mês;
avanço de 2,23% no ano.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,54%, cotada a R$ 4,9946.

Ibovespa
Já o Ibovespa encerrou com uma queda de 0,15%, aos 128.026 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,66% na semana;
avanço de 0,21% no mês;
e queda de 4,59% no ano.
Na véspera, o índice encerrou com uma queda de 1,33%, aos 128.217 pontos.

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O que está mexendo com os mercados?
Sem grandes destaques na agenda desta sexta-feira (9), os investidores continuaram a repercutir os dados de inflação divulgados na véspera.
Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,42% em janeiro, bem acima do esperado pelo mercado, de 0,35%.
Com isso, o país tem um IPCA acumulada de 4,51% em 12 meses. No acumulado, o consenso do mercado esperava uma alta de 4,43%.
“Consideramos que os resultados de janeiro apresentaram outra deterioração na dinâmica da inflação na margem. Como escrevemos em nossos últimos relatórios, o atual processo de desinflação reflete um choque positivo de oferta, devido a fatores externos e eventos não cíclicos. No entanto, a inflação de serviços segue preocupante”, diz relatório da XP Investimentos.
A instituição projeta a inflação na casa de 3,7% ao final de 2024.
O g1 ouviu economistas para entender a dinâmica dos preços de alimentos, que foram os destaques da divulgação do IBGE de ontem. Apesar do arranque de produtos in natura, especialistas entendem que o efeito é passageiro, levando de volta a preocupação para os serviços.
São dois pontos a considerar:
O preço dos alimentos sofre de um efeito sazonal: no verão, alimentos in natura têm queda natural de oferta, o que empurra os preços para cima.
O El Niño intensificou as variações climáticas e criou dificuldades de colheita, trazendo um prejuízo extra aos preços.
Já o núcleo de serviços subjacentes, aquele que indica melhor a tendência do setor e exclui medidas mais voláteis, teve alta de 0,76% em janeiro — a maior surpresa de todas as aberturas do IPCA na opinião dos especialistas.
A intensidade desse efeito, porém, ainda é incerta. Já na repercussão do resultado de ontem, economistas classificavam o número dos serviços subjacentes como uma espécie de “alerta amarelo”. Saiba mais aqui.
Entre os indicadores desta sexta, o IBGE divulgou a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Em dezembro, o setor teve alta de 0,3% no volume em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 2%.
As expectativas de mercado projetavam alta de 0,8% no mês, e queda interanual de 1,9%. Com isso, o setor encerrou 2023 com crescimento acumulado de 2,3% no volume, perdendo força depois de expansões de 10,9% e 8,3% respectivamente em 2021 e 2022.
O setor de serviços ainda está 11,7% acima do nível pré-pandemia e 1,7% abaixo do ponto mais alto da série histórica, de dezembro de 2022.
Os balanços corporativos do dia também ficaram sob os holofotes na sessão. As ações do Banco do Brasil e do Bradesco, que divulgaram seus resultados recentemente, estiveram entre as mais negociadas do dia.
Já nos Estados Unidos, falas de ontem de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) também continuam a repercutir nos mercados. O presidente da distrital do Fed em Richmond, Thomas Barkin, afirmou que os dados econômicos norte-americanos “têm sido notáveis em todos os aspectos”, mas reforçou cautela.
“Sempre sou cauteloso em relação aos números na virada do ano, pois há grandes ajustes sazonais… Não tenho certeza se vou tirar muito proveito de um único mês”, afirmou em entrevista à TV Bloomberg.
Entre os indicadores, investidores avaliaram os números da revisão da série de inflação ao consumidor, em busca de novos sinais sobre o cenário de juros do Fed.
Os preços mensais ao consumidor dos Estados Unidos aumentaram 0,2% em dezembro, abaixo do inicialmente esperado, de 0,3%.
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